Kamis, 28 April 2011

TIMOR LORO SAE DA DESCOBERTA � INVAS�O INDON�SIA

TIMOR    LORO   SAE 
DA   DESCOBERTA  �  INVAS�O  INDON�SIA
Autor : A. Monge da Silva , S�cio da AMOC
 Uma comiss�o de servi�o em Timor passada na zona de fronteira de Atabai, Balib�, Bobonaro e no enclave do O�-Cussi levou-nos a conhecer e amar aquela terra distante e o seu povo, h� s�culos m�rtir de interesses que n�o os seus.

 O objectivo deste trabalho � resumir em poucas p�ginas quatro s�culos da hist�ria escrita de Timor e destina-se fundamentalmente d�-la a conhecer aos camaradas militares que connosco passaram dois inesquec�veis anos da nossa juventude.
 Desde j� adiantamos que tal hist�ria � abundante de factos pouco lisonjeiros para qualquer das partes envolvidas: Timorenses, Portugueses, Holandeses, Indon�sios, Australianos e Americanos. S�o talvez os Chineses, nas m�os de quem sempre esteve o com�rcio, o povo que menos pecados possui.


O Povo, a L�ngua e a Organiza��o
 Basicamente, o povo � uma mistura pouco homog�nea de ra�as melan�sia e malaia. H� depois muita mistura de sangue Portugu�s, Africano, Indiano(de Goa), Chin�s e outros; h� at� uma il�gica tribo ruiva.
 Migra��es de diferentes ilhas existem na mem�ria de muitos reinos sob a forma de lendas. Esta origem diversificada � tamb�m confirmada pela l�ngua. Na parte Ocidental dominam o antoni e o tetum. Na metade Oriental n�o se sabe bem quantas h� pois algumas podem ser variantes de outras, mas podemos considerar o tetum, mabai, makassi, kemak, bunac, tocodede, galoli, dagada e baikeno; e variantes como o tetum-los, tetum-teric, tetum-belu e tetum-pra�a(ou tetum-Dili), sendo este �ltimo o mais divulgado por ser o usado pelos funcion�rios administrativos.
 Nunca houve em Timor uma uni�o pol�tica no sentido ocidental. O normal era o sistema de alian�as entre reinos, consolidada por casamentos e com mais ou menos influ�ncia sobre os reinos vizinhos. No per�odo inicial da presen�a Portuguesa em Timor havia dois p�los de influ�ncia: - Os Belos (Belu) na parte Oriental e os Vaikenos (Servi�o) na parte Ocidental. A presen�a de Portugueses e Holandeses apenas veio acrescentar um elemento novo ao sistemas de alian�as.
 Cada reino � chefiado por um liurai (r�gulo na parte portuguesa e raj� na parte holandesa). Abaixo destes v�em os dados que det�m o poder religioso. A n�vel mais baixo temos os chefes de suco. As revoltas alteraram profundamente as linhas din�sticas por imposi��o de novos r�gulos mais submissos ao poder vencedor.
Ao entrar no s�culo XX os r�gulos tinham perdido todo o seu antigo poder e, praticamente, eram simples funcion�rios administrativos que cobravam os impostos e seleccionavam os escravos destinados aos trabalhos decididos pela administra��o.


A Presen�a Estrangeira
 As primeiras refer�ncias sobre Timor v�m de escritos chineses de 1225 que se referiam ao s�ndalo a� produzidos. Os Portugueses chegaram � zona em 1515, mas, s� em 1556, os frades Dominicanos fundam uma col�nia e um forte em Lamaquera nas ilhas de Solor. Posteriormente, alargam a sua influ�ncia � ilha das Flores fundando outro forte em Larantuca. Em 1642 os mesmos frades estabelecem-se em Cup�o (Kupang) na ilha de Santa Cruz, mais tarde chamada Timor.
 Formaram-se nestes fortes grandes comunidades de Portugueses mesti�os. Para al�m da "for�a do sangue" Portugu�s, havia uma pol�tica r�gia de fomento ao casamento inter ra�as; at� os misison�rios deram grande ajuda. A estes Portugueses mesti�os era dado o nome de Portugueses pretos ou topasses (do Malaio, o que fala duas l�nguas).
 Entretanto chegaram � zona os Holandeses, que tomam a ilha de Solor(1636) e a fortaleza de Cup�o em Timor(1653), ficando a ilha das Flores a ser o principal centro do com�rcio Portugu�s. Solor muda de m�o v�rias vexes. Quando em 1642 Malaca � tomada pelos Holandeses, os topasses que a� residiam estabelecem-se em Larantuca, na ilha das Flores e em Mac��ar, nas ilhas Cel�bes.
 Em 1629 s�o referenciadas em Larantuca duas importantes fam�lias topasses: A de Jan d'Hornay, desertor Holand�s, e a fam�lia Costa, que depois se mudaram para Timor e deram origem a v�rias linhagens de r�gulos.
 At� ao in�cio do s�c. XIX, a presen�a portuguesa e Holandesa estava limitada �s povoa��es costeiras com portos e fortes, nunca tendo havido uma efectiva ocupa��o do interior. Tamb�m por isso n�o havia fronteiras definidas.
 O extremo isolamento da ilha, fez com que, desde muito cedo, esta fosse usada como destino de deportados de Goa, Macau, Mo�ambique e Portugal. Muitos Governadores e funcion�rios administrativos eram deportados ou pelo indesej�veis que convinha Ter longe dos centros de decis�o pol�tica. Quando, por exemplo, o Jap�o invadiu a ilha, haviam a� 300 Portugueses da Metr�pole dos quais 100 eram deportados.


O Com�rcio
 At� final do s�c. XVII e in�cio do s�c. XVIII o com�rcio principal era o s�ndalo. Timor tinha densas florestas de s�ndalo branco, o mais valioso. O seu destino era Macau e Bat�via (Jakarta).
Os escravos eram o produto das guerras entre os diversos reinos. Foram as guerras entre os d'Horney e os Costas a principal fonte de fornecimento de escravos para Bat�via e Macau durante os s�cs. XVII, XVIII e in�cio do XIX. De destaque o com�rcio de escravos para Banda cuja popula��o os Holandeses quase exterminaram em 1621.
 No s�culo XVIII o s�ndalo estava quase extinto e Timor ficou num marasmo econ�mico, de que s� saiu ligeiramente quando, em meados do s�c. XIX, foi introduzida a planta��o industrial de caf�.
 Ao longo de todos estes s�culos , a for�a do com�rcio esteve sempre nas m�os dos Chineses, ficando reservado a Portugueses e Holandeses o papel de meros agentes alfandeg�rios.
 As receitas da Fazenda provinham de uma subven��o anual enviada por Macau, das receitas da Alf�ndega e dos impostos aos habitantes. Nestes impostos aos habitantes sempre esteve a principal origem de todas as revoltas. Inicialmente havia o sistema de fintas (impostos em g�neros), pagas r�gulos e a obriga��o destes cederem m�o de obra gratuita (corveias) para o que fosse necess�rio. A cobran�a destas fintas era muitas vezes feita com grande viol�ncia. Posteriormente passou-se � capita��o de uma Pataca por fam�lia, sendo esse valor cobrado pelo r�gulo que retinha metade da receita. N�o havia por�m maneira de saber qual era a popula��o uma vez que esta desaparecia durante os censos. Em alternativa � capita��o havia a obrigatoriedade de ceder trabalho gratuito. A pris�o com trabalhos for�ados, o chicote e as palmatuadas eram o castigo dos prevaricadores; isto at� aos nossos dias.
 No final do s�c. XIX aparece o petr�leo que � pelo menos suficiente para a ilumina��o p�blica de Dili. Ao longo do s�c. XX s�o concedidas licen�as de explora��o a v�rias companhias mas, a 2� Guerra Mundial, interrompe tudo.
S� ap�s a invas�o de 1975 � finalmente retomada a prospec��o e explora��o no denominado Timor Gap.


A Guerra Ritual (Funu). As Revoltas
 Sempre existiu em Timor um estado de guerra entre reinos com a finalidade de roubar gado, terras, mulheres, escravos e obter trofeus (leia-se as cabe�as dos vencidos).
 Os assaltos a aldeias para roubar gado, a um e outro lado da fronteira, foi um problema que se manteve pelo menos at� � data da invas�o indon�sia.
Tradicionalmente, havia formas de resolver disputas entre reinos amigos mas, se n�o eram amigos, era enviado um emiss�rio a pedir satisfa��es; se este regressava de m�os vazias dava-se in�cio � guerra. Esta come�ava por um ritual, que consistia em p�r dois grupos a grande dist�ncia disparando tiros com velhas espingardas de mecha ou pederneira at� que havia o primeiro morto ; esta fase podia levar at� um ou mais meses. Havia ent�o uma pausa em que o vencedor recolhia a cabe�a do morto e os vencidos enterravam o corpo. Come�ava depois a guerra a s�rio que s� terminava com a derrota de um dos opositores, queima de todas as cabanas, fuga, morte ou escravid�o dos derrotados e, claro, uma grande colec��o de cabe�as que ficava espetada em paus frente � casa sagrada (uma lulic) dos vencedores. A pr�tica da recolha e exibi��o das cabe�as dos vencidos foi tamb�m adoptada pelos governantes Portugueses e Holandeses at� in�cio do s�c. XX. Os Holandeses tinham mesmo uma casa em Kupang para esse fim.
 Em 1860 o Governador Afonso de Castro escrevia (...) as rebeli�es em Timor t�m sido sucessivas, podendo dizer-se que a revolta � ali o estado normal e a tranquilidade o excepcional (...).
 De 1719 a 1769 d�-se a rebeli�o de Cailaco, uma revolta de topasses contra o dom�nio Portugu�s. Os topasses com o apoio de v�rios r�gulos, entrincheiram-se nas "Pedras de Cailaco", uma fortaleza natural a 2.000 metros de altitude onde nascem os rios Lois, Marobo e Lau-Heli. Chuvas torrenciais obrigam os Portugueses a levantar o cerco mas alguns dos reis cercados aceitam a derrota, juram fidelidade e passam a pagar as fintas (impostos em g�neros).
 At� 1912 h� rebeli�es constantes contra o pagamento de impostos. Em todas elas os Portugueses, por alian�a com outros reinos, procedem a sangrentas "pacifica��es", a �ltima das quais, a de Manufai, comandada pelo liurai D. Boaventura, se traduziu em 15.000 a 25.000 mortos e � �ltima exibi��o das cabe�as dos vencidos em Dili. O c�lebre r�gulo, D. Aleixo Corte-Real alinhou ao lado de Portugal. Gago Coutinho, comandando a canhoeira P�tria deu uma importante ajuda.
 Nunca houve na ilha uma unidade �tnica e lingu�stica, nem tampouco esta possu�a escrita. Logo, n�o existia uma unidade nacional, pelo que, de uma forma simplista, se podem considerar todas estas revoltas, como revoltas locais contra a cobran�a de impostos, ou atropelo aos costumes por parte dos governantes. Excep��o, talvez, � revolta de D. Boaventura, se bem que uma das raz�es estivesse na tentativa da administra��o de passar a capita��o de uma para duas Patacas.


As Capitais: - Kupang, Lifau e Dili
 N�o h� registos seguros sobre o primeiro estabelecimento Portugu�s em Timor. H� relatos sobre a constru��o de uma igreja em Mena em 1589-90.
Em 1630 � iniciada a evangeliza��o em Seterna com o baptismo do liurai de Siliban, algures entre Batugat� e Atapupo.
 Em 1642 os frades Dominicanos constr�em uma fortaleza rudimentar em Cup�o (Kupang). Em 1647 inicia-se a constru��o de um verdadeiro forte; � o primeiro estabelecimento militar Portugu�s em Timor, situado no melhor porto da ilha; em 1649, � comandado pelo Capit�o-Mor Francisco Carneiro. Em 1653 � tomado pelos holandeses e rebaptizado com o nome de Forte da Conc�rdia.
 Na sequ�ncia da Revolu��o do 1� de Dezembro de 1640 termina tamb�m a guerra com os holandeses; teoricamente apenas, pois, s� em 1661, � assinado o Tratado de Haia que estabelece que cada pot�ncia ficava com os territ�rios que j� controlava em Solor, Flores e Timor.
 Lifau torna-se ent�o o porto principal dos Portugueses. As tentativas para estabelecer a� uma governa��o, s�o por�m goradas pelo liurai Domingos da Costa que expulsa o primeiro governador em 1697, prende o segundo e reenvia-o para Macau.
 De 1673 a 1690 Solor, Flores e Timor s�o na realidade governados por um pr�ncipe independente, Ant�nio d'Horney que reconhece a soberania portuguesa mas n�o lhe obedece. Em 1690 � Domingos da Costa que toma o seu lugar, passando os d'Horney para r�gulos do O�-Cussi.
 S� por volta de 1702 Lifau passa a ser governada com mais rigor com a constru��o de um forte quadrangular de pedra solta com quatro baluartes e nove pe�as de artilharia, a Ermida de Santo Ant�nio, um hospital e, posteriormente, um semin�rio.
 Mas Lifau esteve sempre em guerra com o reino do O�-Cussi. Em 1734, s� a providencial chegada de um novo governador com refor�os adia o j� planeado abandono do forte. Em 1769, o liurai Francisco d'Horney, ataca de novo o forte e for�a o seu abandono e transfer�ncia da capital para Dili.
 Na praia (pantai em Malaio), poucos quil�metros a este de Lifau, vivia uma numerosa popula��o Mac��ar. Ap�s o abandono de Lifau � esta popula��o que d� origem � actual Pante Macassar. Mais tarde � a� constru�do um forte.
 Para al�m de um melhor porto, Dili tinha melhores condi��es defensivas pois estava situada numa vasta plan�cie pantanosa onde se podiam cultivar alimentos para a popula��o. � no entanto um foco de mal�ria e paludismo que v�tima quem l� se atreve a viver.


A Divis�o Territorial
 Merc� da rivalidade entre Holandeses e Portugueses a situa��o no in�cio do s�c. XIX � esta: - Portugal est� instalado em Solor, em parte das Flores e em Timor onde os Holandeses apenas controlam Kupang e reinos lim�trofes; Portugal tem ainda pequenas feitorias em diversas ilhas que reconhecem a soberania portuguesa. Em 1818, por press�o de mercadores chineses que n�o concordavam com os impostos � importa��o e exporta��o de mercadorias atrav�s de Atapupo, os Holandeses tomam este porto situado a oeste de Batugad�. V�rias dilig�ncias diplom�ticas d�o raz�o aos Holandeses.
 Em 1847, o r�gulo do O�-Cussi, descendente dos d'Hornay, envolve-se em disputa com Kupang ao reclamar territ�rios que os Holandeses consideravam seus. O Governador Silva Vieira diz ent�o que "considera portugueses os territ�rios que arvorassem a bandeira portuguesa e holandeses os que arvorassem a holandesa".
 Em 1850, mant�m-se as disputas envolvendo os Minist�rios dos Neg�cios Estrangeiros de ambos os pa�ses. Em 1851, chega a Timor o Governador Lopes Lima que � pouco depois demitido e nomeado comiss�rio paras as negocia��es com os holandeses. Lopes de Lima estava por�m envolvido em corrup��o e neg�cios pouco claros o que lhe limitava o poder negocial. O r�gulo de Larantuca nas Flores era visitado por Dili duas vezes por ano e estava ligado aos piratas beguineses. As rela��es com as outras ilhas eram ainda mais fracas. Excedendo os seus poderes, cedeu aos Holandeses Larantuca nas Flores e as ilhas de Solor. Em troca Portugal recebia 80.000 Florins. O Governo Portugu�s repudiou a divis�o e, em 1852, prendeu Lopes de Lima. Tamb�m n�o recebeu os 80.000 Florins. O tratado ficava sem efeito mas, na realidade, os Holandeses ficavam com as Ilhas das Flores e de Solor.
 Em 1858, Portugal prop�e-se ficar com toda a ilha de Timor e dar em troca os direitos sobre todas as outras ilhas mais um territ�rio em �frica. Infelizmente para os Timorenses os Holandeses n�o aceitaram.
Em 1860, pelo Tratado de Lisboa, � feita nova partilha: Portugal ficava com o enclave do O�-Cussi e a Holanda com os de Maucatar e Atapupo. Portugal cedia os enclaves na ilha das Flores e abandonava pretens�es sobre v�rias ilhas. Em troca recebia 200.000 Florins. Todas estas trocas foram feitas � revelia da popula��o local causando-lhes imensos problemas. Nas Flores, por exemplo, s� em 1905 � que os holandeses conseguiram debelar a rebeli�o resultante da divis�o. � tamb�m nesta data que Portugal ocupa militarmente a ilha de Ata�ro.
 Ficava o eterno problema dos enclaves e, em 1904, era feita nova divis�o: Portugal cedia os distritos de fronteira de Tahakay, Tamira-Ailala, Maubessi, Maoe-Boesa e Lamaras em troca de Maucatar, ficando assim estabelecida a divis�o actual. S� em 1910 os Holandeses terminam a pacifica��o resultante destas divis�es.
 Em 1909 h� ainda disputas no O�-Cussi devido a problemas de fronteira em Noimuti e Bikume; � quando o liurai do O�-Cussi prende um chefe Toenbaba.
Em 1911 Portugueses e Holandeses chegam a vias de facto. Portugal � derrotado e, pelas notas posteriores trocadas entre Lisboa e Haia, fica acordado que tudo fica como negociado em 1904. At� finais de 1911 mant�m-se algumas escaramu�as no O�-Cussi que originam um �xodo de 500 refugiados para o territ�rio Holand�s. Estas fronteiras mantiveram-se intactas at� 1975.


O S�culo XX
 Em 1941, na sequ�ncia da 2� Guerra Mundial, Timor � invadido por tropas Australianas com o protesto do Governo Portugu�s. Fontes Japonesas consideram que n�o foi uma invas�o e que o Governador pactua com os Australianos. Os Japoneses, j� estabelecidos na parte Holandesa da ilha, formam as denominadas "Colunas Negras", constitu�das por Timorenses de ambos os lados que atacam postos administrativos e causam a morte a v�rios soldados e funcion�rios Portugueses. Estas lutas, apesar de instigadas pelos Japoneses, s�o ainda o reflexo de antigas rebeli�es como a de Manufai.
 Em 1942, os Japoneses invadem Timor onde ficam algumas companhias Australianas que lhes d�o luta. Umas vezes com a hostilidade, mas sobretudo com o apoio das popula��es, estas companhias mant�m-se no territ�rio at� Dezembro de 1943. As "Colunas Negras", bra�o armado dos Japoneses, semeiam o terror entre a popula��o civil at� final da ocupa��o. O R�gulo D. Aleixo Corte-Real lidera uma importante revolta. Cercado pelas "Colunas Negras", posteriormente ajudadas pelas tropas Japonesas e j� sem muni��es, � finalmente capturado e morto. Estranhamente, ap�s quase tr�s anos de ocupa��o, n�o h� mesti�os Japoneses.
 Em 1945, apesar da hostilidade da Austr�lia que quer reocupar Timor, as tropas Japonesas rendem-se a Portugal depois de longas negocia��es internacionais. Portugal jogou nesta negocia��o o seu "joker" que foi a ced�ncia da base a�rea dos A�ores aos Estados Unidos. Finalizada a guerra, Timor n�o consegue qualquer repara��o do Jap�o sob o argumento de que Portugal n�o entrara na guerra.
 Inicia-se ent�o uma lenta recupera��o econ�mica do territ�rio mas n�o � feito grande investimento na educa��o. S� em 1952 � inaugurado um liceu em Dili.
 Em 1957, na sequ�ncia das pretens�es de Sukarno � parte da Nova Guin� ainda na posse dos Holandeses, levantaram-se d�vidas sobre se depois n�o iria tamb�m exigir o Born�u Brit�nico e o Timor Portugu�s ao que este teria respondido que n�o, e que tinha at� muito boas rela��es com os funcion�rios Portugueses de Timor. Prova-o durante a revolu��o comunista de 1960 em que Portugal devolveu � Indon�sia todos os supostos comunistas que procuravam ref�gio em Timor Oriental e que eram fuzilados � vista logo que passavam a fronteira.
 Em 1959 h� mais uma revolta em Viqueque instigada por oficiais indon�sios refugiados que Portugal autorizara a estabelecerem-se em Uatolari no distrito de Viqueque. Estes oficiais pertenciam ao movimento dissidente indon�sio Permesta e tinham o apoio da CIA americana. Exacerbando o car�cter tribal da revolta, o governador consegue formar uma mil�cia em Los Palos e esmagar a revolta numa semana sangrenta em que morreram 500 a 1.000 pessoas.
 Na sequ�ncia desta revolta � refor�ada a seguran�a do territ�rio e a PIDE passa a exercer um apertado controle sobre potenciais dissidentes. O controle era f�cil pois, dado que a educa��o nunca foi uma prioridade do governo da col�nia, o seu n�mero era baixo. Ramos Horta foi um dos controlados pela PIDE e exilado para Mo�ambique.
 Apesar disso h�, a partir desta data, um refor�o na educa��o com a forma��o de um Magist�rio Prim�rio em Dili, escolas t�cnicas em v�rias localidades e in�meras escolas prim�rias dirigidas pela Administra��o, pela Igreja e pelo Ex�rcito. Em 1973-74 havia 77% da popula��o em idade escolar a frequentar os v�rios graus de ensino. O grau de forma��o dos professores era normalmente baixo, mas melhor que nada; havia apenas 16 professores metropolitanos com forma��o apropriada. Alguns privilegiados conseguiam uma licenciatura na metr�pole mas, o controle da PIDE, permitia que apenas poucos regressassem a Timor; o normal era uma carreira noutra col�nia.
 Em 1974 d�-se em Portugal a Revolu��o de Abril. Uma das palavras de ordem era: - "Nem mais um soldado para as col�nias!". Aliado a isto houve uma grande pressa na descoloniza��o e um grande vanguardismo de esquerda.
Timor n�o estava preparado:- N�o tinha quadros pol�ticos, nem administrativos nem militares; ao passar o poder nos quart�is para o mais graduado Timorense, este foi entregue a furri�is e sargentos, alguns quase analfabetos, de l�grimas nos olhos, uns por orgulho, outros por terem consci�ncia que n�o estavam � altura da responsabilidade.
 Depois houve o c�nico contexto internacional:- O mar a Sul de Timor era o corredor de passagem dos submarinos nucleares americanos e estes n�o queriam uma nova Cuba. Para azar dos Timorenses havia petr�leo e, como dizem os nossos irm�os brasileiros, "Pobre n�o pode ter petr�leo"; aqui prevaleceu o interesse dos australianos que j� tinham acordos de explora��o com a metade Ocidental da ilha. O Ministro dos Neg�cios Estrangeiros Indon�sio, Adam Malik, avisou Portugal de que n�o devia abandonar o territ�rio.
Na v�spera da invas�o, Gerald Ford e Henry Kissinger, Presidente e Secret�rio de Estado dos Estados Unidos visitam Jakarta e d�o o seu aval � invas�o.
Iniciava-se mais um per�odo negro da hist�ria deste martirizado povo.
S� a Austr�lia e os Estados Unidos reconhecem a integra��o de Timor Loro Sae na Indon�sia.


Bibliografia

Ara�jo, Abilio        "Os Loricos Voltaram a Cantar: Das Guerras Independentistas � Revolu��o do Povo Maubere". Lisboa 1977
Brand�o, Carlos   "Funu (Guerra em Timor)". Edi��es AOV, 1946
Duarte, Te�filo     "Timor: Ante C�mara do Inferno ?". Lisboa 1930
Gra�a, Maria da    "Timor entre Invasores, 1941-1945". Livros Horizonte, Lisboa 1989
Gunn, Geoffrey C.  "Timor Loro Sae, 500 anos". Livros do Oriente 1999
Leit�o, Humberto  "O R�gulo Timorense D.Aleixo Corte-Real". Edi��o do Corpo de Estudos da Hist�ria da Marinha, 1979
                          "Os Portugueses em Solor e Timor de 1515 a 1702". Tipografia LCGG, Lisboa 1948
   

Sejarah & Perkembangan Keperawatan di Dunia



Sejarah keperawatan di dunia diawali pada zaman purbakala (PrimitiveCulture) sampai pada munculnya Florence Nightingale sebagai peloporkeperawatan yang berasal dari Inggris.Perkembangan keperwatan sangat dipengaruhi oleh perkembangan strukturdan kemajuan peradaban manusia.Perkembangan keperawatan diawali pada :

1.Zaman Purbakala (Primitive Culture)
Manusia diciptakan memiliki naluri untuk merawat diri sendiri(tercermin pada seorang ibu). Harapan pada awal perkembangankeperawatan adalah perawat harus memiliki naluri keibuan (MotherInstinc). Dari masa Mother Instic kemudian bergeser ke zaman dimanaorang masih percaya pada sesuatu tentang adanya kekuatan misticyang dapat mempengaruhi kehidupan manusia. Kepercayaan inidikenal dengan nama Animisme. Mereka meyakini bahwa sakitnyaseseorang disebabkan karena kekuatan alam/pengaruh gaib sepertibatu-batu, pohon-pohon besar dan gunung-gunung tinggi.Kemudian dilanjutkan dengan kepercayaan pada dewa-dewadimana pada masa itu mereka menganggap bahwa penyakitdisebabkan karena kemarahan dewa, sehingga kuil-kuil didirikansebagai tempat pemujaan dan orang yang sakit meminta kesembuhandi kuil tersebut. Setelah itu perkembangan keperawatan terus berubahdengan adanya Diakones & Philantrop, yaitu suatu kelompok wanitatua dan janda yang membantu pendeta dalam merawat orang sakit,sejak itu mulai berkembanglah ilmu keperawatan.

2. Zaman Keagamaan
Perkembangan keperawatan mulai bergeser kearah spiritualdimana seseorang yang sakit dapat disebabkan karena adanyadosa/kutukan Tuhan. Pusat perawatan adalah tempat-tempat ibadahsehingga pada waktu itu pemimpin agama disebut sebagai tabib yangmengobati pasien. Perawat dianggap sebagai budak dan yang hanyamembantu dan bekerja atas perintah pemimpin agama.

3. Zaman Masehi
Keperawatan dimulai pada saat perkembangan agama Nasrani,dimana pada saat itu banyak terbentuk Diakones yaitu suatu
organisasi wanita yang bertujuan untuk mengunjungi orang sakitsedangkan laki-laki diberi tugas dalam memberikan perawatan untukmengubur bagi yang meninggal.Pada zaman pemerintahan Lord-Constantine, ia mendirikanXenodhoecim atau hospes yaitu tempat penampungan orang-orangsakit yang membutuhkan pertolongan. Pada zaman ini berdirilahRumah Sakit di Roma yaitu Monastic Hospital.
4. Pertengahan abad VI Masehi
Pada abad ini keperawatan berkembang di Asia Barat Daya yaituTimur Tengah, seiring dengan perkembangan agama Islam. Pengaruh agama Islam terhadap perkembangan keperawatan tidak lepas darikeberhasilan Nabi Muhammad SAW menyebarkan agama Islam.Abad VII Masehi, di Jazirah Arab berkembang pesat ilmu pengetahuanseperti Ilmu Pasti, Kimia, Hygiene dan obat-obatan. Pada masa inimulai muncul prinsip-prinsip dasar keperawatan kesehatan sepertipentingnya kebersihan diri, kebersihan makanan dan lingkungan.Tokoh keperawatan yang terkenal dari Arab adalah Rufaidah.

5. Permulaan abad XVI
Pada masa ini, struktur dan orientasi masyarakat berubah dariagama menjadi kekuasaan, yaitu perang, eksplorasi kekayaan dansemangat kolonial. Gereja dan tempat-tempat ibadah ditutup, padahaltempat ini digunakan oleh orde-orde agama untuk merawat orangsakit. Dengan adanya perubahan ini, sebagai dampak negatifnya bagikeperawatan adalah berkurangnya tenaga perawat. Untuk memenuhikurangnya perawat, bekas wanita tuna susila yang sudah bertobatbekerja sebagai perawat. Dampak positif pada masa ini, denganadanya perang salib, untuk menolong korban perang dibutuhkanbanyak tenaga sukarela sebagai perawat, mereka terdiri dari orde-ordeagama, wanita-wanita yang mengikuti suami berperang dan tentara(pria) yang bertugas rangkap sebagai perawat.Pengaruh perang salib terhadap keperawatan :
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a. Mulai dikenal konsep P3K b. Perawat mulai dibutuhkan dalam ketentaraan sehingga timbulpeluang kerja bagi perawat dibidang sosial.Ada 3 Rumah Sakit yang berperan besar pada masa itu terhadapperkembangan keperawatan :
1.
Hotel Dieu di Lion
Awalnya pekerjaan perawat dilakukan oleh bekas WTS yangtelah bertobat. Selanjutnya pekerjaan perawat digantikan olehperawat terdidik melalui pendidikan keperawatan di RS ini.

2. Hotel Dieu di Paris
Pekerjaan perawat dilakukan oleh orde agama. Sesudah RevolusiPerancis, orde agama dihapuskan dan pekerjaan perawat dilakukanoleh orang-orang bebas. Pelopor perawat di RS ini adalahGenevieve Bouquet.

3. ST. Thomas Hospital (1123 M)
Pelopor perawat di RS ini adalah Florence Nightingale (1820).Pada masa ini perawat mulai dipercaya banyak orang. Pada saatperang Crimean War, Florence ditunjuk oleh negara Inggris untukmenata asuhan keperawatan di RS Militer di Turki. Hal tersebutmemberi peluang bagi Florence untuk meraih prestasi dan sekaligusmeningkatkan status perawat. Kemudian Florence dijuluki dengannama “ The Lady of the Lamp”.

6. Perkembangan keperawatan di Inggris
Florence kembali ke Inggris setelah perang Crimean. Pada tahun1840 Inggris mengalami perubahan besar dimana sekolah-sekolahperawat mulai bermunculan dan Florence membuka sekolah perawatmodern. Konsep pendidikan Florence ini mempengaruhi pendidikankeperawatan di dunia.Kontribusi Florence bagi perkembangan keperawatan a. l :a. Nutrisi merupakan bagian terpenting dari asuhan keperawatan.b. Okupasi dan rekreasi merupakan terapi bagi orang sakitc. Manajemen RSd. Mengembangkan pendidikan keperawatane. Perawatan berdiri sendiri berbeda dengan profesi kedokteranf. Pendidikan berlanjut bagi perawat.
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Sejarah dan Perkembangan Keperawatan diIndonesia
Sejarah dan perkembangan keperawatan di Indonesia dimulai padamasa penjajahan Belanda sampai pada masa kemerdekaan.
1. Masa Penjajahan Belanda
Perkembangam keperawatan di Indonesia dipengaruhi oleh kondisisosial ekonomi yaitu pada saat penjajahan kolonial Belanda, Inggrisdan Jepang. Pada masa pemerintahan kolonial Belanda, perawatberasal dari penduduk pribumi yang disebut Velpeger dengan dibantuZieken Oppaser sebagai penjaga orang sakit.Tahun 1799 didirikan rumah sakit Binen Hospital di Jakarta untukmemelihara kesehatan staf dan tentara Belanda. Usaha pemerintahkolonial Belanda pada masa ini adalah membentuk Dinas KesehatanTentara dan Dinas Kesehatan Rakyat. Daendels mendirikan rumahsakit di Jakarta, Surabaya dan Semarang, tetapi tidak diikutiperkembangan profesi keperawatan, karena tujuannya hanya untukkepentingan tentara Belanda.
2. Masa Penjajahan Inggris (1812 – 1816)
Gurbernur Jenderal Inggris ketika VOC berkuasa yaitu Raffles sangatmemperhatikan kesehatan rakyat. Berangkat dari semboyannya yaitukesehatan adalah milik manusia, ia melakukan berbagai upaya untukmemperbaiki derajat kesehatan penduduk pribumi antara lain :- pencacaran umum- cara perawatan pasien dengan gangguan jiwa- kesehatan para tahananSetelah pemerintahan kolonial kembali ke tangan Belanda, kesehatanpenduduk lebih maju. Pada tahun 1819 didirikan RS. Stadverband diGlodok Jakarta dan pada tahun 1919 dipindahkan ke Salemba yaitu RS.Cipto Mangunkusumo (RSCM). Tahun 1816 – 1942 berdiri rumah sakit –rumah sakit hampir bersamaan yaitu RS. PGI Cikini Jakarta, RS. STCarollus Jakarta, RS. ST. Boromeus di Bandung, RS Elizabeth diSemarang. Bersamaan dengan itu berdiri pula sekolah-sekolahperawat.
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3. Zaman Penjajahan Jepang (1942 – 1945)
Pada masa ini perkembangan keperawatan mengalamikemunduran, dan dunia keperawatan di Indonesia mengalami zamankegelapan. Tugas keperawatan dilakukan oleh orang-orang tidakterdidik, pimpinan rumah sakit diambil alih oleh Jepang, akhirnyaterjadi kekurangan obat sehingga timbul wabah.
4. Zaman Kemerdekaan
Tahun 1949 mulai adanya pembangunan dibidang kesehatan yaiturumah sakit dan balai pengobatan. Tahun 1952 didirikan Sekolah GuruPerawat dan sekolah perawat setimgkat SMP. Pendidikan keperawatanprofesional mulai didirikan tahun 1962 yaitu Akper milik DepartemenKesehatan di Jakarta untuk menghasilkan perawat profesional pemula.Pendirian Fakultas Ilmu Keperawatan (FIK) mulai bermunculan, tahun1985 didirikan PSIK ( Program Studi Ilmu Keperawatan ) yangmerupakan momentum kebangkitan keperawatan di Indonesia. Tahun1995 PSIK FK UI berubah status menjadi FIK UI. Kemudian muncul PSIK-PSIK baru seperti di Undip, UGM, UNHAS dll.
*** Selesai ***


Jumat, 22 April 2011

Prospek Keperawatan dalam periode 5 tahun kedepan



 Berdasarkan pandangan keadaan real pada saat ini, saya melihat perkembangan keperawatan pada 5-6 tahun kedepan masih begitu suram, hal dapat dilihat dari belum adanya kemauan baik dari kementerian kesehatan RDTL, dimana prospek pengembangan keperawatan  tidak berjalan dengan baik. hal mana yg telah diupayakan oleh kementerian kelihatan sekarang tidak berjalan mulus, terutama pengembangan dalam hal mengejar kualitas pelayanan keperawatan di Timor leste. Oleh karena pengalihan fokus pada Mahasiswa Umum, belum akan menjawab kualitas pelayanan. Hal ini dapat dilihat bahwa pemerintah telah menghentikan pengembangan kapasitas bagi perawat yg telah mengabdi puluhan tahun namun sekarang jalur yang disiapkan bagi mereka telah tertutup. Oleh karena itu prospek kedepan kita hanya mengharapkan produk-produk keperawatan dari UNTL yg nota benenya dari Kelas umum, hal ini memberikan kekwatiran terhadap kualitas oleh karena para pendidik dan pembimbing lapangan pun belum memenuhi syarat. Dimana mayoritas anggota keperawatan yang ada di lapangan pendidikannya lebih rendah dari institusi pendidikan yang diprogramkan. Contoh: Program pendidikan yang sekarang diterapkan pada institusi pendidikan sekarang adalah tingkat Diploma III, dan menurut data dari HNGV bahwa para pembimbing yang ada tingkat pendidikan SPK dan juga DIII keperawatan. Hal ini membuat keraguan dalam pemikiran kita, bagaimana mungkin untuk mengejar kualitas pelayanan dan pendidikan jikalau pendidiknya sendiri kelas pemahamanannya lebih rendah dari apa yang sedang dipelajari oleh para mahasiswa Diploma III sekarang, apalagi dengan perkembangan zaman seperti saat ini, maka sangatlah sulit bagi institusi kesehatan untuk mengejar kualitas pelayanan bagi masyarakat yang membutuhkan pelayanan kesehatan terutama pelayanan keperawatan kepada mereka.
Sehingga kita dapat melihat bahwa, kedepan untuk  prospek bagi pengemangan keperawatan belum dijamin kualitasnya, hal lain jika pemerintah mempunyai dasar pengembangan dan prinsip bahwa hanya untuk mengejar kuantitas maka jawabanya Kementerian kesehatan sudah lambat laun sudah bisa menjawab sedikit demi sedikit namun untuk menjamin kualitas menurut kami, belum bisa dalam kurun waktu lima tahun kedepan.
Kedepannya menurut kami, pemerintah dalam hal ini kementerian kesehatan tidak boleh membuat diskriminatif dalam pengembangan profesi kesehatan di Timr leste, hal mana dapat kita lihat bahwa apabila dari profesi kesehatan lainya yang nota benenya juga sebagai pegawai di Timor Leste, bila meminta bantuan beasiswa untuk menambah ilmu keperawatan, Analis atau Bidang profesi kesehatan lainnya, jawabanya selalu saja tidak ada anggarannegara yang dialokasikan kepada mereka, namun anggaran yang diprioritaskan hanya untuk Medis, dimana sebagian medis walaupun baru saja menyelesaikan bidang kedokterannya belum sampai setahunpun sudah pergi mengambil pendidikan espesialisasi. Sedangkan untuk tingkat profesi lainnya sudah cukup dengan SPK,SMAK,SPRG,SMF dimana sederajat dengan SLTA saat ini, dan apabila kita melakukan komparasi dengan negara berkembang lainnya maka prospek keperawatan dari tingkat pendidikannya minimal Sarjana(S1) dan posisi sebagai Akademi itu adalah Pembantu Perawat, dan akan disebut sebagai  perawat apabila tingkat Pendidikan   minimal S1. jika kita melihat kembali pada keadaan real misalnya di HNGV dari total tenaga kesehatan yang bekerja di HNGV 444 orang tenaga, dari sekian Perawat menduduki posisi terbanyak sekitar 210 perawat, dan dari 210 tersebut  yang tingkat pendidikan SPK sekitar 165 orang hal ini menunjukan bahwa tingkat pendidikan keperawatan masih sangat rendah di HNGV, hal ini bagaimana untuk menjamin kualitas pelayanan keperawatan.

Kedepannya kita juga sangat mengharapkan agar seharusnya  Kementerian Kesehatan dan Kementerian Pendidikan mengupayakan agar dilanjutkannya program pendidikan yang telah dibuka oleh ICS dengan Kelas Paralel di Hospital Nacional Guido Valadares, sehingga apabila para perawat mau melanjutkan pendidikan keperawatannya bisa dilaksanakan di HNGV dan itu akan sangat membantu, dan tidak mempengaruhi program kerja, seperti yang telah dijalankan oleh satu(1) Kelas Paralel HNGV. Dan hal ini jika kedepannya mutu pelayanan keperawatan akan lebih baik, jikalau semua tenaga keperawatan yang ada dikembangkan terus-menerus. Kelas Paralel HNGV bisa fasilitasi  juga kepada tenaga keperawatan yang berasal dari Distrik dan Hospital Referencia se Timor Leste. Jika setiap tahun diupayakan berkisar antara 60-80 orang,
 Maka prospek untuk 5 tahun ada baiknya. Karena sekitar 400 orang tenaga kesehatan yang bisa menambah pengetahuan dari sekian tenaga perawat yang ada di Timor Leste.
            Tetapi kedepannya jikalau KemenKes tidak tetap mengupayakan pengembangan tenaga kesehatan secara  menyeluruh maka tahun 2011 yang telah dicanangkan oleh Kementerian Kesehatan sebagai tahun Pengembangan Sumber daya Manusia(Ano de Rekursu Humanus)  tidak ada artinya dan mungkin hanya sebagai Slogan Kampanye Politik saja. Tetapi pada kenyataannya tidak terealisir. Hal mana telah terbukti berkisar antara Bilan Februari hingga april 2001 ini, sebagian dari Tenaga kesehatan yang berminat mau melanjutkan pendidikannya tidak ada anggaran yang dialokasikan kepada tenaga profesional kesehatan seperti Perawat,Analis,Radiologi dan Lainnya, Namun Anggaran negara hanya dikhususkan kepada program spesialisasi kedokteran. Ada data juga yang mendukung bahwa sebelumnya juga menunjukan realitas bahwa sebagian tenaga kesehatan yang melanjutkan pendidikan, seperti Keperawatan Gigi, mereka disuruh bayar sendiri, dengan modal gaji Level 3, padahal mereka telah lama mengabdi kepada kementerian kesehatan terutama pengabdian mereka pada wilayah basis, seperti Rumah Sakit dan Puskesmas, mereka bekerja dengan kondisi seadanya, dan bila meminta untuk melanjutkan pendidikan yang lebih tinggi disuruh Bayar sendiri. Dan tidak ada niat baik untuk mengalokasikan dana kepada mereka Sedangkan pihak profesi kesehatan tertentu, dan belum mengabdikan dirinya sampai setahun sudah bisa pergi kuliah lagi, bahkan Gajinya sebagai pegawai Temporariu tetap jalan, dan lebih istimewanya lagi Levelnya akan naik otomatis setelah satu tahun  bekerja dan mendapat beasiswa.  
Prospek yang tidak pernah akan berkembang kedepannya adalah masalah diskrimasi  tingkat Level gaji pada kementerian Kesehatan ; kenyataan yang ada bahwa bagi tenaga profesi Dokter dilakukan sangatlah istimewa dan luar biasa perlakuan pemerintah terhadap profesi dokter, namun untuk kalangan profesi kesehatan lainnya di sepelekan dan dianak tirikan  seperti masalah sekolah tersebut diatas, dan masalah gaji . seorang Dokter adalah seoarang lulusan pendidikan tinggi (sarjana) kedokteran, dan jika kementerian melakukan kontrak kerja  dengannya awalnya di kasih Level 5 selang setahun kemudian langsung Naik ke Level 6. Namun seorang Lulusan Sarjana Keperawatan atau misalnya seorang lulusan Sarjana Radiology dikasih level 3, atau seorang  Lulusan Sarjana Farmaci yang telah menyelesaikan especilisasinya Apoteker dikasih Level 4 dan itu   pun hanya kebetulan saja. begitu juga bidang lain seperti  Analis,Anastesi, kebidanan, itu hanya  mimpi pada level gajinya adalah 3.
Nah melihat hal diatas kita dapat bersepsai bahwa entah   pemikiran apa yang ada pada para lider kementerian kesehatan pada saat itu(2001-2010) hingga  saat ini sehingga memberlakukan sistim ini. Dan ini menimbulkan kecurigaan diskriminasi  Pada jajaran departemen kesehatan. Kedepan hal ini tidak pernah akan menjawab  tuntutan dari profesional kesehatan  karena Kementerian Kesehatan kelihatannya tidak pernah punya niat untuk menghargai pendidikan tenaga kesehatan lainnya, karena sejauh ini belum ada proposal dasar atau lobi yang dilakukan oleh Kementerian kesehatan ke Bagian Komisi Kepegawaian Timor leste, hal ini bisa terbukti  melalui  belum disahkannya Job deskripsi dari setiap profesi kesehatan yang telah di drafkan pada beberapa tahun yang lalu.  Job descripsi yang ada sekarang hanya  untuk merekrut adalah job berdasarkan level, namun para profesi melakukan pekerjaannya dengan menggunakan skill dan pengetahuan yang dimilikinya namun Pemerintah tidak menghargai tingkat pendidikan profesional Kesehatan itu.
Bagaimana mungkin Komisi Kepegawaian Timor leste akan mengalokasikan tenaga jikalau kementerian kesehatan belum memiliki draf  rencana pengembangan sumber daya manusia  yang sustentability berdasarkan  tingkat pendidikan seseorang.
Bagaimana mungkin prospek kedepan akan ada jika tetap mengandalkan situasi sekarang yaitu Dokter boleh dipekerjakan dengan gaji level 6 sedangkan profesi kesehatan lainnya dengan level 3-4.
Kita mau mempertegas disini  bahwa Kementerian kesehatan tidak boleh hanya menghandalkan  profesi Dokter, dan melalaikan tenaga kesehatan lainnya, semua profesi kesehatan adalah satui kesatuan yang utuh dimana saling ketergantungan, jikalau hanya ada tenaga dokter di jamin pelayanan    kebidanan akan berjalan dengan baik jika tidak ada tenaga Bidan,perawat begitu juga jika ada dokter Namun tidak ada tenaga Radiologi dan atau Laboratorium, apakah pelayanan akan berjalan dengan baik.  Sehingga disini penulis ingin menyatakan bahwa pada bagian Direktorat Nasional Sumber daya Manusia(Diresaun Nasional Rekursu Humanus-DNRH) pada periode 2008 -2001 adalah tidak berhasil, oleh karena hal-hal yang sangat sensitif dan dianggap sangatlah penting belum berhasil diselesaikan oleh bagian ini.
Hal-hal yang mengindikasikan bahwa belum berhasilnya   DNRH  periode 2008-2011 adalah sebagai berikut:
  1. Belum dirampungnya dan belum diimplementasikannya rezim Karreias espesial untuk tenaga kesehatan.
  2. Belum adanya fungsional analisi berdasarakn beban kerja dan tenaga kesehatan yang memberikan pelayanan kesehatan seperti dirumahksakit dan Puskesmas
  3. Belum adanya kesahan dari Draf   Job Deskrispsi yang merupakan Acuan dasar untuk menghargai tingkat pendidikan tenaga kesehatan.
  4. Mengirim sebagian tenaga Kesehatan yang mendapat beasiswa untuk menyelesaikan pendidikannya, kemudian Ijasah yang dikeluarkan oleh Universitas yang bekerja sama dengan Pemerintah Timor leste, ijasah itu sendiri   tidak diakui oleh Pemerintah.
  5. Beasiswa diskriminatif yang mana hanya untuk kalangan tertentu, misalnya tahun ini selesai beasiswa S1, tahun ini juga bisa mendapat lagi beasiswa S2. Namun untuk kalangan profesi bawa jika membutuhkan beasiswa tidak ada anggaran yang dialokasikan.
  6. 5 tahun kedepan Rumah Sakit Nasional yang merupakan Rumah sakit pendidikan pun tidak akan mengalami perubahan di Bidang Keperawatan, oleh karena sampai saat ini bagian keperawatan yang disiapkan baru 2 orang. dan   sementara yang ada hanya satu orang. Jadi kemungkinan Lima tahun  mungkin ada sarjana keperawatan sekitar 4-6 orang.  Apakah ini sudah bisa menjawab untuk dijadikan Rumah sakit pendidikan khususnya bagian keperawatan?
Belum  ada penghargaan dan pemerataan  terhadap tenaga kesehatan lainnya, seperti jika ingin  melanjutkan pendidikan kesehatan tidak ada alokasi dana dari anggaran negara kepada  mereka. Seolah-olah anggaran negara untuk pengembangan sumber daya  manusia hanya untuk profesi kedokteran.
Oleh karena itu meminta kepada semua komponen kesehatan agar memberlakukan tenaga kesehatan sama, dan  bukan menganakemaskan dan menganaktirikan para tenaga kesehatan yang sama-sama memberikan pengabidian kepada Masyarakat. Di daerah pedalaman tidak ada Dokter, Perawat dan Bidan akan  memikul semua beban yang ada. Dan Di Rumah sakit Dokter datang dan visit pasien lalu menghilang , seperti itu hingga saat ini belum ada pengakuan terhadap tenaga profesi kesehatan lainnya di Timor Leste. SAMPAI KAPAN??

BY : Enf. Santana Martins, Koordinator AETL Dili: E-mail : aetl_dili@sapo.tl ; conysika@yahoo.co.id
Data 20 APRIL 2011
Di Poskan oleh: OSAUBU CAILACO